O sertão que ainda se descobre
Setenta anos após a publicação de Grande sertão: veredas, o acervo de Guimarães Rosa no IEB-USP e os papéis guardados pela família seguem revelando manuscritos, mapas e projetos.
Pontos-chave
- Em foco: Setenta anos após a publicação de Grande sertão: veredas, o acervo de Guimarães Rosa no IEB-USP e os papéis guardados pela família seguem revelando
- Detalhe: Cobertura jornalística: verificar documentação técnica primária
- Leitura editorial: reportagem científica; quando possível, confira a fonte primária citada.
Setenta anos após a publicação de Grande sertão: veredas, o acervo de Guimarães Rosa no IEB-USP e os papéis guardados pela família seguem revelando manuscritos, mapas e projetos inacabados a pesquisadores. Setenta anos após a publicação de Grande sertão: veredas, o acervo de Guimarães Rosa no IEB-USP e os papéis guardados pela família seguem revelando manuscritos, mapas e projetos inacabados a pesquisadores Em maio de 1952.
A boiada 1 e 2 foram publicados em 2011 em edição fac-similar pela editora Nova Fronteira. Foi ali que o pesquisador descobriu 12 folhas retocadas à mão do livro inacabado que levaria o título Boiada.
As anotações da viagem, em 157 páginas digitadas, fazem parte do fundo João Guimarães Rosa do IEB-USP, acervo de cerca de 20 mil documentos, dos quais 10 mil estão catalogados “Guimarães Rosa? . Dá 2.500 anos para ele” A edição comemorativa da Companhia das Letras é a 23a de Grande sertão: veredas.
A primeira, lançada há sete décadas pela Livraria José Olympio Editora, com 594 páginas, recebeu os prêmios Carmen Dolores Barbosa e Paula Brito, ambos em 1957. Manuel Cavalcanti Proença (1905-1966), romancista e crítico literário, em Trilhas no grande sertão (1958), enxergou no romance uma superposição de planos: subjetivo, coletivo, telúrico e mítico.
Antonio Candido (1918-2017), sociólogo, crítico literário e professor universitário, no ensaio O homem dos avessos (1962), definiu o livro como “o primeiro grande romance metafísico da literatura brasileira”. Dá 2.500 anos para ele também, que sempre haverá gente para ler e gostar. ” As sucessivas edições, o olhar perscrutante da crítica e o interesse de pesquisadores pelo romance de Rosa parecem atestar o vaticínio de Walnice Galvão.
O livro, segundo Bolle, conversa com os principais retratos do país, a começar pela obra “matricial” de Euclides da Cunha, Os sertões (1902).
Fonte original: Pesquisa FAPESP Online