Zero glúten: é possível na prática?
Doença celíaca atinge cerca de 1% da população e exige cuidados na escolha e preparo dos alimentos. pesquisadores buscam produtos mais seguros, nutritivos e acessíveis
Pontos-chave
- Em foco: Doença celíaca atinge cerca de 1% da população e exige cuidados na escolha e preparo dos alimentos
- Detalhe: Cobertura jornalística: verificar documentação técnica primária
- Leitura editorial: reportagem científica; quando possível, confira a fonte primária citada.
Doença celíaca atinge cerca de 1% da população e exige cuidados na escolha e preparo dos alimentos. Pesquisadores buscam produtos mais seguros, nutritivos e acessíveis.
Nos treinos de futebol, já não conseguia correr por mais de dez ou 15 minutos. Sob o título Gluten-free is not enough (“Sem glúten não é suficiente”), o texto chama atenção para dois desafios ainda presentes na vida de quem tem a doença: chegar ao diagnóstico e, depois dele, manter uma alimentação efetivamente segura.
Estima-se que a doença celíaca atinja cerca de 1% da população mundial, mas uma grande parcela dos casos permanece sem diagnóstico. Uma das consequências desse ataque é a atrofia das vilosidades, projeções que revestem o intestino delgado e são responsáveis por ampliar a área disponível para a absorção dos nutrientes.
Diante da suspeita clínica, o mais comum é investigar a partir de exames de sangue para detectar anticorpos relacionados à doença e, às vezes, de uma endoscopia digestiva alta com biópsia do intestino delgado. O caso ilustra uma das dificuldades apontadas por Kotze: alterações intestinais podem não ser facilmente percebidas visualmente e não necessariamente estão distribuídas de maneira uniforme ao longo do trato.
A especialista alerta que esse comportamento pode dificultar a investigação e o diagnóstico, já que a retirada da proteína da alimentação reduz a resposta imunológica e pode alterar os resultados da sorologia e da avaliação da mucosa. Abstinência completa O tratamento da doença celíaca continua sendo a exclusão total do glúten da alimentação, além da correção de deficiências nutricionais e do acompanhamento de possíveis condições relacionadas.
Tenho acompanhado a evolução das doenças inflamatórias e hoje temos medicamentos biológicos potentes”, afirma Kotze, que vê o desenvolvimento desse tipo de fármacos com uma perspectiva promissora.
Fonte original: Pesquisa FAPESP Online