O que é alho preto? Como o calor e a umidade tornam um ingrediente picante suave e levemente adocicado
Você deve ter visto o alho preto aparecer com mais frequência em supermercados, restaurantes e receitas online nos últimos anos.
Pontos-chave
- Em foco: Você deve ter visto o alho preto aparecer com mais frequência em supermercados, restaurantes e receitas online nos últimos anos
- Detalhe: Cobertura jornalística: verificar documentação técnica primária
- Leitura editorial: reportagem científica; quando possível, confira a fonte primária citada.
Você deve ter visto o alho preto aparecer com mais frequência em supermercados, restaurantes e receitas online nos últimos anos. Muitos chefs e escritores de culinária o descrevem como um ingrediente único e de sabor profundo.
Percebi em primeira mão uma curiosidade crescente sobre o alho preto ao apresentar minha pesquisa em ciência de alimentos em uma vitrine na Michigan State University. Várias pessoas me fizeram perguntas básicas sobre o alho preto, como como ele é feito e o que o diferencia do alho normal.
O alho preto não é um alimento tradicional antigo, mas uma inovação recente desenvolvida no Japão no final do século XX. O processo de fabricação do alho preto é frequentemente atribuído ao cientista japonês Hamasuke Hamano, que passou uma década refinando um método para tornar o alho mais palatável antes de garantir uma patente em 2004.
É feito de bulbos de alho normais que foram mantidos em condições quentes e úmidas, normalmente em câmaras especializadas que mantêm níveis exatos de calor e umidade por várias semanas a meses. Ao mesmo tempo, as reações impulsionadas pelo calor formam novos compostos que contribuem para um sabor mais suave e complexo.
Ao mesmo tempo, as reações de Maillard entre açúcares e aminoácidos, que constituem as proteínas, criam novos compostos, incluindo pigmentos marrons chamados melanoidinas e uma série de compostos aromatizantes. Descubra o que há de mais recente em ciência, tecnologia e espaço com mais de 100.000 assinantes que confiam no Phys. org para obter insights diários.
Alguns estudos relatam melhorias modestas nestes marcadores, embora os resultados nem sempre sejam consistentes.

Fonte original: Phys. org Chemistry