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A Constelação de Virgem, a Donzela: Características e Relevância Astronômica
Ciências da TerraEdição em portuguêsJornalismo científicoCobertura jornalística

A Constelação de Virgem, a Donzela: Características e Relevância Astronômica

Virgem, a Donzela, é a maior das constelações do zodíaco. É grande e tênue, mas sua estrela mais brilhante, Spica, é fácil de encontrar.

Fonte original citada e enquadrada editorialmente pelo Cosmos Week. EarthSky
Assinatura editorialRedação do Cosmos Week
Publicado26 mai 2026 18h00
Atualizado2026-05-26
Tipo de coberturaJornalismo científico
Nível de evidênciaCobertura jornalística
Leitura4 min de leitura

Pontos-chave

  • Em foco: Virgem, a Donzela, é a maior das constelações do zodíaco. É grande e tênue, mas sua estrela mais brilhante, Spica, é fácil de encontrar
  • Detalhe: Cobertura jornalística: verificar documentação técnica primária
  • Leitura editorial: reportagem científica; quando possível, confira a fonte primária citada.
Texto completo

A constelação de Virgem, conhecida como a Donzela, destaca-se como a maior entre as doze constelações do zodíaco e a segunda maior no céu noturno, superada apenas por Hydra, a Serpente Marinha. Embora seja uma constelação extensa e de brilho tênue, sua estrela mais proeminente, Spica, é facilmente identificável. As constelações zodiacais são de suma importância, pois delineiam o caminho aparente do Sol em nosso céu, marcando as estações e servindo como referência para a observação de outros corpos celestes. Mitologicamente, Virgem é frequentemente associada a Deméter, a deusa grega da colheita e da agricultura, cujo profundo amor por sua filha Perséfone é um tema central em diversos mitos.

Para os observadores localizados no Hemisfério Sul, Virgem se revela como uma das constelações mais notáveis durante as noites de outono, especialmente nos meses de maio e junho. Sua visibilidade é particularmente impressionante em latitudes mais ao sul; por exemplo, para quem observa da Ilha Sul da Nova Zelândia, aproximadamente a 45° de latitude sul, Spica alcança uma altitude de cerca de 61° ao cruzar o meridiano. Já em Auckland, situada a 37° de latitude sul, a estrela culmina a aproximadamente 53° acima do horizonte norte. A localização privilegiada de Virgem ao longo da eclíptica significa que a Lua e diversos planetas frequentemente transitam por essa constelação, tornando-a um ponto de interesse constante para astrônomos amadores e profissionais.

Spica, a estrela mais brilhante da constelação de Virgem, é uma estrela branco-azulada de primeira magnitude, posicionada próxima ao centro da Donzela. Com uma magnitude aparente de 1, 04, Spica irradia sua luz a uma distância de aproximadamente 250 anos-luz da Terra. Esta estrela binária espectroscópica é, na verdade, um sistema composto por duas estrelas massivas que orbitam muito próximas uma da outra, sendo uma das fontes de luz mais quentes e brilhantes visíveis a olho nu. Sua cor azulada indica temperaturas superficiais extremamente elevadas, características de estrelas jovens e massivas.

Para além de sua estrela principal, a constelação de Virgem é notável por abrigar o Aglomerado de Virgem, um dos maiores e mais próximos aglomerados de galáxias da Via Láctea. Este aglomerado é composto por milhares de galáxias, incluindo muitas galáxias espirais e elípticas. Entre os inúmeros objetos celestes presentes nessa região, destaca-se a galáxia M90 (Messier 90), uma galáxia espiral que exibe um movimento peculiar. Observações indicam que M90 está se afastando do centro do Aglomerado de Virgem em alta velocidade, um fenômeno que intriga os astrofísicos e oferece pistas sobre a dinâmica e a evolução dos aglomerados de galáxias.

A importância de Virgem transcende a mera observação astronômica, estendendo-se à sua relevância cultural e histórica. Desde a antiguidade, civilizações diversas têm associado essa constelação a figuras femininas, frequentemente ligadas à fertilidade, à agricultura e à colheita, como a já mencionada Deméter. Essa conexão com os ciclos da natureza e a provisão de alimentos reforça o papel de Virgem como um símbolo de abundância e renovação. A presença da constelação no céu noturno, especialmente durante períodos cruciais para a agricultura, consolidou seu lugar no imaginário humano e na mitologia de diferentes povos.