Um mapa do calcanhar de aquiles celeste
Novos instrumentos devem ajudar a entender o ponto mais fraco no campo magnético da Terra, localizado acima do território do Brasil
Pontos-chave
- Em foco: Novos instrumentos devem ajudar a entender o ponto mais fraco no campo magnético da Terra, localizado acima do território do Brasil
- Detalhe: Cobertura jornalística: verificar documentação técnica primária
- Leitura editorial: reportagem científica; quando possível, confira a fonte primária citada.
Novos instrumentos devem ajudar a entender o ponto mais fraco no campo magnético da Terra, localizado acima do território do Brasil. A anomalia tem efeitos que vão além das variações mais comuns no campo magnético terrestre, podendo trazer riscos para satélites e os serviços que dependem deles.
Mas fenômenos climáticos espaciais, como as tempestades geomagnéticas causadas por perturbações nos ventos solares, podem colocar esses equipamentos em risco ou atrapalhar seu funcionamento. Quando eventos assim ocorrem, partículas com carga elétrica podem chegar até a ionosfera, uma camada atmosférica ocupada por gases carregados eletricamente.
Se forem muito fortes, as tempestades causam a perda da sintonia de comunicação do sistema GPS, prejudicando a precisão de navegação. ” Nesse cenário, algumas ações ajudam a proteger os equipamentos. Pensamos em monitorar a recorrência da precipitação de partículas, a quantidade precipitada, as espécies [tipos de partículas] que se precipitam e onde”, explica Alves.
Além de estudar como isso se dá em contextos normais, entender como as condições espaciais mudam durante as tempestades geomagnéticas também faz parte do projeto. Elas ficam presas ao campo magnético da Terra em dois cinturões de radiação na parte externa da atmosfera, até que a interação com ondas de determinadas frequências causa a sua queda.
Elas estão lá girando, mas, quando interagem com uma onda, não conseguem mais ficar estabilizadas, então se precipitam e caem na região da anomalia magnética” explica Correa. O que se sabe é que a única forma de haver essa precipitação é se houver a interação com as ondas whistler, que têm uma faixa de frequência próxima da frequência de giro dos elétrons”, explica Alves.
Os que podem medir o fluxo de partículas carregadas costumam ser projetados para órbitas mais altas do que o necessário para estudar as partículas na Sama.
Fonte original: Pesquisa FAPESP Online