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Descoberto o Primeiro Par de Remanescentes de Supernovas Irmãs
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Descoberto o Primeiro Par de Remanescentes de Supernovas Irmãs

Astrofísicos identificaram o que é, provavelmente, o primeiro par de remanescentes de supernovas irmãs, a Nebulosa da Água-viva e um vizinho recém-confirmado, G189.6+3.

Fonte original citada e enquadrada editorialmente pelo Cosmos Week. Universe Today
Assinatura editorialRedação do Cosmos Week
Publicado23 jun 2026 17h18
Atualizado2026-06-23
Tipo de coberturaJornalismo científico
Nível de evidênciaCobertura jornalística
Leitura4 min de leitura

Pontos-chave

  • Em foco: Astrofísicos identificaram o que é, provavelmente, o primeiro par de remanescentes de supernovas irmãs, a Nebulosa da Água-viva e um vizinho
  • Detalhe: Cobertura jornalística: verificar documentação técnica primária
  • Leitura editorial: reportagem científica; quando possível, confira a fonte primária citada.
Texto completo

A Nebulosa da Água-viva, com aproximadamente 70 anos-luz de diâmetro, é reconhecida como um dos exemplos mais notáveis de um remanescente de supernova (SNR) interagindo com uma nuvem molecular adjacente. Em 2013, o observatório de raios gama Fermi da NASA detectou emissões de raios gama provenientes da nebulosa, resultado da interação de suas partículas com a nuvem próxima, identificada como Sharpless 249. Anteriormente, em 1994, a missão ROSAT (Roentgen Satellite), liderada pela Alemanha, já havia investigado a mesma região em busca de emissões de raios X.

Mais recentemente, o observatório e-ROSITA também direcionou seus instrumentos para essa área do céu. As observações realizadas por este telescópio revelaram a presença de outro remanescente de supernova, mais tênue, adjacente à Nebulosa da Água-viva, que foi catalogado como G189.6+3.3. Esta descoberta foi crucial para a compreensão da dinâmica da região.

Miltiadis Michailidis, do Instituto Kavli para Astrofísica de Partículas e Cosmologia e autor principal de um artigo a ser publicado na revista Nature, explicou que "durante muitos anos, observações de raios X já sugeriam a existência de uma segunda estrutura semelhante a uma concha nas proximidades". Ele acrescentou, durante uma coletiva de imprensa na 248ª reunião da Sociedade Astronômica Americana, que "as observações do e-ROSITA confirmam agora que esta extensão oriental é, de fato, um segundo remanescente de supernova, distinto e sobreposto".

As observações detalhadas indicam que a onda de choque de G189.6+3.3 foi responsável pela formação de um filamento brilhante, gerado no momento em que colidiu com a mesma nuvem molecular com a qual a Nebulosa da Água-viva já interagia. Essa interação simultânea com a nuvem Sharpless 249 é um indício crucial da proximidade e da possível relação entre os dois remanescentes, sugerindo que ambos se desenvolveram em um ambiente cósmico compartilhado.

A natureza de 'irmãs' desses remanescentes é explicada pelo fato de que ambas as supernovas se originaram de estrelas massivas, cada uma com aproximadamente 20 vezes a massa do Sol, que faziam parte de um sistema binário. Após a explosão da primeira estrela, sua parceira continuou seu ciclo evolutivo e, eventualmente, também explodiu como uma supernova, estimando-se que isso tenha ocorrido entre 20.000 e 110.000 anos depois da primeira. Essa sequência de eventos resultou na formação do par de remanescentes observados hoje.