A alteração dos estados de spin em íons de manganês por meio da luz abre um novo caminho para a memória molecular
Pesquisadores da Universidade Johannes Gutenberg de Mainz desenvolveram uma nova abordagem para utilizar moléculas como pequenos dispositivos de armazenamento de dados, empregando.
Pontos-chave
- Em foco: Pesquisadores da Universidade Johannes Gutenberg de Mainz desenvolveram uma nova abordagem para utilizar moléculas como pequenos dispositivos de
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Com a introdução do novo material à base de manganês, a equipe de pesquisa conseguiu elevar a temperatura operacional desses potenciais dispositivos de armazenamento para cerca de -132°C. O Professor Heinze afirmou: "Com o nosso novo material à base de manganês, conseguimos aumentar a temperatura operacional dos potenciais dispositivos de armazenamento para cerca de 132°C negativos na nossa primeira tentativa. Isso significa que o material supera todos os materiais moleculares contendo ferro anteriormente conhecidos para essas aplicações e marca um avanço na spintrônica. " Este feito representa uma melhoria notável em comparação com os dispositivos de armazenamento à base de ferro, que tipicamente operam a um máximo de 100 Kelvin (-173°C), embora uma equipe anterior tenha relatado alcançar 130 Kelvin (-143°C).
Sandra Kronenberger, estudante de doutorado no grupo de pesquisa do Professor Heinze e responsável pela síntese do novo material, destacou a superioridade do composto: "Nosso novo material molecular faz isso ainda melhor. " Luca Carrella, do Departamento de Química da JGU, que realizou as medições do comportamento magnético do material, complementou: "É claro que o sistema ainda funciona bem abaixo da temperatura ambiente, mas este novo desenvolvimento marca um avanço significativo. " A pesquisa foi apoiada pelo Centro de Pós-Graduação Max Planck em colaboração com a JGU.
A capacidade de alterar os estados de spin em íons de manganês por meio da luz é o cerne dessa inovação, abrindo um novo caminho para a memória molecular. O estudo detalha o controle da covalência do relaxamento fotomagnético em um interruptor fotográfico de manganês (II), um mecanismo crucial para o funcionamento desses dispositivos. Os resultados completos dessa pesquisa foram publicados na renomada revista *Nature Chemistry*.
A publicação, intitulada "Controle de covalência do relaxamento fotomagnético em um interruptor fotográfico de manganês (II)", foi assinada por Sandra Kronenberger et al. e está datada de 2026. Este trabalho demonstra o potencial de materiais moleculares para aplicações em armazenamento de dados, superando as limitações de temperatura dos sistemas anteriores e pavimentando o caminho para futuras tecnologias de memória mais eficientes e acessíveis.

Fonte original: Phys. org Chemistry