Quais são as pistas do Alzheimer antes dos primeiros sintomas?
Estudo da Unifesp busca biomarcadores da doença na população brasileira e enfrenta o dilema de revelar sinais biológicos quando a demência ainda não se manifestou
Pontos-chave
- Em foco: Estudo da Unifesp busca biomarcadores da doença na população brasileira e enfrenta o dilema de revelar sinais biológicos quando a demência ainda não
- Detalhe: Cobertura jornalística: verificar documentação técnica primária
- Leitura editorial: reportagem científica; quando possível, confira a fonte primária citada.
Estudo da Unifesp busca biomarcadores da doença na população brasileira e enfrenta o dilema de revelar sinais biológicos quando a demência ainda não se manifestou. Antes do esquecimento 15 a 20 anos é o tempo em que alterações associadas ao Alzheimer podem se acumular no cérebro antes dos primeiros sintomas Estudo Bioaz 500 brasileiros com 55 anos ou mais, com queixas de memória mas sem demência, serão acompanhados por cinco anos O projeto.
Estudo da Unifesp busca biomarcadores da doença na população brasileira e enfrenta o dilema de revelar sinais biológicos quando a demência ainda não se manifestou Quando o diagnóstico de Alzheimer chega, quase sempre é tarde demais. Alterações associadas à doença podem começar a se acumular no cérebro por 15 ou 20 anos antes que a pessoa esqueça compromissos, repita as mesmas perguntas ou não saiba mais operar o controle da TV.
A proposta é acompanhar, por cinco anos, 500 brasileiros a partir de 55 anos que já têm queixas de memória, mas ainda não desenvolveram demência, colhendo deles uma quantidade incomum de dados clínicos e biológicos. Estudo Bioaz 500 brasileiros com 55 anos ou mais, com queixas de memória mas sem demência, serão acompanhados por cinco anos O projeto nasceu por vias tortuosas, como boa parte da ciência.
Diante da escassez de grandes coortes sobre Alzheimer em países de baixa e média renda, ele reescreveu seu projeto: a triagem virou porta de entrada para um estudo longitudinal, e o mestrado se transformou em um doutorado. Hoje, o projeto envolve cinco departamentos e mais de 100 pesquisadores, com colaboração da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
Para ser representativa da cidade de São Paulo, defende o pesquisador, a coorte precisa ter cerca de 10% de pessoas pretas e um terço de pardos, semelhante ao que demonstra o Censo Demográfico 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisadora Kil Sun Lee, professora associada do departamento de Bioquímica da Unifesp, exemplifica: “quem mais se voluntaria são pessoas brancas, na maioria, mulheres, de alta escolaridade.
Em vez de esperar que a comunidade venha até a pesquisa, os pesquisadores procuram lideranças comunitárias, criam vínculo em escolas e igrejas e trazem alguém da própria comunidade para desenhar o recrutamento junto.
Fonte original: Pesquisa FAPESP Online