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Plataforma que simula desequilíbrios quer antecipar risco de quedas em idosos
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Plataforma que simula desequilíbrios quer antecipar risco de quedas em idosos

Com sensores, jogos interativos e realidade virtual, tecnologia brasileira busca tornar mais precisa a avaliação do risco de quedas e orientar tratamentos personalizados

Fonte original citada e enquadrada editorialmente pelo Cosmos Week. Pesquisa FAPESP Ciência
Assinatura editorialRedação do Cosmos Week
Publicado15 jul 2026 15h00
Atualizado2026-07-15
Tipo de coberturaJornalismo científico
Nível de evidênciaCobertura jornalística
Leitura4 min de leitura

Pontos-chave

  • Em foco: Com sensores, jogos interativos e realidade virtual, tecnologia brasileira busca tornar mais precisa a avaliação do risco de quedas e orientar
  • Detalhe: Cobertura jornalística: verificar documentação técnica primária
  • Leitura editorial: reportagem científica; quando possível, confira a fonte primária citada.
Texto completo

Com sensores, jogos interativos e realidade virtual, tecnologia brasileira busca tornar mais precisa a avaliação do risco de quedas e orientar tratamentos personalizados. A prevalência de quedas na população idosa residente em áreas urbanas é de 25%, de acordo com a última edição do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), financiado pelo Ministério da Saúde.

Entre pessoas com mais de 80 anos, o dado é ainda mais alarmante: quatro em cada dez pessoas sofrem esse tipo de acidente anualmente. A solução encontrada foi criar uma plataforma capaz de se movimentar em diferentes direções e inclinações, simulando situações reais de instabilidade e desequilíbrio.

Para tornar os exercícios mais próximos de situações do cotidiano e estimular a adesão ao tratamento, os pesquisadores incorporaram recursos de realidade virtual e gameterapia. O sistema também mede a velocidade de deslocamento corporal, a distribuição da carga corporal, a ativação muscular por meio da eletromiografia (EMG) e a atividade cerebral pelo eletroencefalograma (EEG).

Segundo ele, a EMG permite analisar a ativação elétrica dos músculos estabilizadores envolvidos no equilíbrio postural, enquanto o EEG ajuda a identificar como o cérebro responde ao desequilíbrio. A fisioterapeuta explica que a avaliação é simples: “Basicamente, fazemos três perguntas: se a pessoa caiu no último ano, se tem preocupação em cair e se sente instabilidade para andar ou realizar atividades.

Quanto mais preciso é o diagnóstico, mais direcionada tende a ser a intervenção. ” O fisioterapeuta Tabajara de Oliveira Gonzalez, integrante do grupo de pesquisa da UMC, afirma que a tecnologia surge justamente para preencher essa lacuna. Você tem lesões associadas, óbitos, pacientes que acabam ficando acamados, gerando custos para o sistema de saúde e sem um trabalho preventivo muito efetivo”, afirma.

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