Pesquisadores redesenham o mapa dos efeitos do El Niño na agricultura
Enquanto algumas lavouras podem se beneficiar das chuvas no Sul, outras ficam expostas à seca no Norte e no Nordeste
Pontos-chave
- Em foco: Enquanto algumas lavouras podem se beneficiar das chuvas no Sul, outras ficam expostas à seca no Norte e no Nordeste
- Detalhe: Cobertura jornalística: verificar documentação técnica primária
- Leitura editorial: reportagem científica; quando possível, confira a fonte primária citada.
Enquanto algumas lavouras podem se beneficiar das chuvas no Sul, outras ficam expostas à seca no Norte e no Nordeste. O setor é responsável por 25% do PIB nacional.
Na safra 2023/2024, a produção de grãos caiu 21, 4 milhões de toneladas, período em que o fenômeno climático atingiu em cheio o país. A probabilidade de o El Niño atingir a categoria “muito forte” entre o outono e o inverno do Hemisfério Norte de 2026/2027 supera 90%.
A possibilidade de alcançar intensidade maior que a dos episódios registrados desde 1950 é de 75%. No Sul, o fenômeno climático tende a aumentar o volume e a frequência das chuvas e dos eventos extremos, como em 2024, quando mais de 2 milhões de pessoas foram atingidas por enchentes.
Em 2025, respondeu por US$ 43, 5 bilhões em exportações, segundo o Ministério da Agricultura. Considerando também farelo e óleo, foram US$ 52, 9 bilhões.
O milho é o segundo em volume de produção de grãos, com 139, 7 milhões de toneladas na safra 2024/2025, de acordo com a pasta. Em 2025 foram R$ 927, 2 bilhões, no total, segundo a Pesquisa Agrícola Municipal (PAM), do IBGE.
A soja respondeu por um terço, com R$ 315, 2 bilhões e uma safra recorde de 165, 3 milhões de toneladas, crescimento de 14, 4% em relação ao ano anterior.
Fonte original: Pesquisa FAPESP Online