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O olhar mais aguçado das pesquisas qualitativas
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O olhar mais aguçado das pesquisas qualitativas

Com metodologias mais robustas e desenhos de pesquisa mais sofisticados, essas abordagens qualitativas ajudam a estudar fenômenos que os números não decifram sozinhos

Fonte original citada e enquadrada editorialmente pelo Cosmos Week. Pesquisa FAPESP Online
Assinatura editorialRedação do Cosmos Week
Publicado16 set 2026 20h38
Atualizado2026-09-16
Tipo de coberturaJornalismo científico
Nível de evidênciaCobertura jornalística
Leitura4 min de leitura

Pontos-chave

  • Em foco: Com metodologias mais robustas e desenhos de pesquisa mais sofisticados, essas abordagens qualitativas ajudam a estudar fenômenos que os números não
  • Detalhe: Cobertura jornalística: verificar documentação técnica primária
  • Leitura editorial: reportagem científica; quando possível, confira a fonte primária citada.
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Com metodologias mais robustas e desenhos de pesquisa mais sofisticados, essas abordagens qualitativas ajudam a estudar fenômenos que os números não decifram sozinhos. Por isso, acho que, para fazer pesquisa ‘quali-quanti’, é preciso ter o dobro de conhe­cimento metodológico, mas também o dobro de tempo, de dinheiro e de energia mental.

Na pla­taforma PubMed, o número de artigos passou de pouco mais de 2.000 em 1980 para mais de 26 mil em 2000. Em 2020, já eram mais de 230 mil, e o número quase dobrou de lá para cá, chegando a 425 mil em 2026.

Conhecido como criador do método clínico-qualitativo, difundido em cursos de pós-graduação em todo o país nos últimos 30 anos, Turato define a pesquisa qualitativa em saúde como “a investigação das ciências humanas, ou simbólicas, aplicada às áreas da clínica e da saúde. É preciso coletar sangue para um hemograma semanal­mente, por 14 semanas.

Em sua tese de doutorado, concluída em 1988, com bolsa da FAPESP, Turato conduziu uma pesquisa inteiramente quantitativa. Em 1993, orientou o primeiro artigo publicado usando o método clínico-psicológico qualitativo na Unicamp.

Em 2003, ele publicou o “ Tratado da Metodologia da Pesquisa Clínico-Qualitativa ”, que também se tornou referência no Brasil. Em 2016, a resolução nº 510 do Conselho Nacional de Saúde estabeleceu as regras éticas para pesquisas em ciências humanas e sociais, e hoje as revistas científicas mais exigentes já estabeleceram checklists para garantir a qualidade metodológica e evitar análises superficiais.

Ao contrário de Turato, ela teve sua carreira científica fundamentada em estudos qualitati­vos, mas decidiu agregar uma etapa quantitativa ao seu projeto de pesquisa sobre saúde mental e sofrimento psí­quico dos alunos na universidade.

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