Cosmos Week
O ensino de ciências que o Pisa revela
AstronomiaEdição em portuguêsJornalismo científicoCobertura jornalística

O ensino de ciências que o Pisa revela

Na década de 2000, o linguista da Unicamp Carlos Vogt propôs que os processos que envolvem a ciência, sua produção, difusão, ensino e divulgação, estão diretamente conectados e se.

Fonte original citada e enquadrada editorialmente pelo Cosmos Week. Pesquisa FAPESP Online
Assinatura editorialRedação do Cosmos Week
Publicado25 set 2026 11h58
Atualizado2026-09-25
Tipo de coberturaJornalismo científico
Nível de evidênciaCobertura jornalística
Leitura4 min de leitura

Pontos-chave

  • Em foco: Na década de 2000, o linguista da Unicamp Carlos Vogt propôs que os processos que envolvem a ciência, sua produção, difusão, ensino e divulgação
  • Detalhe: Cobertura jornalística: verificar documentação técnica primária
  • Leitura editorial: reportagem científica; quando possível, confira a fonte primária citada.
Texto completo

Na década de 2000, o linguista da Unicamp Carlos Vogt propôs que os processos que envolvem a ciência, sua produção, difusão, ensino e divulgação, estão diretamente conectados e se retroalimentam. Nessa perspectiva, os dados do último Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, na sigla em inglês) se tornam ainda mais preocupantes.

O Brasil ficou em 67° lugar no mundo em ciências, entre 91 países que participaram do exame. Isso significa que, por aqui, os estudantes tiveram mais dificuldade para explicar fenômenos cientificamente ou para usar informações científicas para tomada de decisão do que alunos de países como Estados Unidos (13°) e Chile (43°).

A avaliação internacional organizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mede o desempenho de estudantes de 15 anos em matemática, leitura e ciências. Passou de 390 pontos em 2006, primeira edição do Pisa da qual participou da avaliação com foco em ciências, para 409 pontos em 2025.

A China, país com a maior nota do mundo atualmente, ainda que avaliado apenas em um grupo de províncias, passou de 575 pontos (em 2009. Não há dados de 2006) para 597 pontos (2025).

Já a média dos países da OCDE em ciências tem caído: foi de 500 pontos (2006) para 482 pontos (2025), a pior nota da série. O Censo Escolar do Ministério da Educação (MEC) mostra que, em 2025, menos da metade das escolas públicas de ensino médio do país tinham laboratório de ciências (e não sabemos se esses espaços, quando existem, são, de fato, utilizados).

A menos que as escolas tenham, por exemplo, laboratórios didáticos móveis não contabilizados no censo, a ausência desses equipamentos pode ser um problema para a educação experimental em ciências.

Fonte