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Marte pode ter vastos sistemas de magma abaixo de sua superfície
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Marte pode ter vastos sistemas de magma abaixo de sua superfície

Pesquisadores da Universidade de Oxford descobriram evidências de que Marte já abrigou sistemas magmáticos extensos, semelhantes aos encontrados na Terra, nas profundezas de sua.

Fonte original citada e enquadrada editorialmente pelo Cosmos Week. Universe Today
Assinatura editorialRedação do Cosmos Week
Publicado29 jun 2026 16h00
Atualizado2026-06-29
Tipo de coberturaJornalismo científico
Nível de evidênciaCobertura jornalística
Leitura4 min de leitura

Pontos-chave

  • Em foco: Pesquisadores da Universidade de Oxford descobriram evidências de que Marte já abrigou sistemas magmáticos extensos, semelhantes aos encontrados na
  • Detalhe: Cobertura jornalística: verificar documentação técnica primária
  • Leitura editorial: reportagem científica; quando possível, confira a fonte primária citada.
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As descobertas, publicadas em 26 de junho na Nature Astronomy, revelam novas possibilidades fascinantes sobre como os planetas rochosos se tornam habitáveis. Pesquisadores da Universidade de Oxford, liderados por Tobermory Mackay-Champion, que era do Departamento de Ciências da Terra na época do estudo, e o Professor Associado Jon Wade, coautor, apresentaram evidências de que Marte já abrigou sistemas magmáticos extensos, semelhantes aos da Terra, nas profundezas de sua superfície. Este estudo, intitulado “Evidência sísmica de uma crosta inferior derretida e magmatismo transcrustal em Marte”, oferece uma nova perspectiva sobre a evolução planetária.

A base para estas revelações reside nos dados sísmicos coletados pela missão InSight da NASA, que operou em Marte até o início de 2022, quando seus painéis solares foram comprometidos por poeira. Os dados da InSight foram cruciais para mapear a estrutura interna do planeta. Eles revelaram uma crosta marciana estratificada, caracterizada por uma descontinuidade sísmica intracrustal a aproximadamente 24 quilômetros de profundidade. Esta camada intermediária se sobrepõe à fronteira crosta-manto, localizada a cerca de 38 quilômetros abaixo da superfície marciana, fornecendo um perfil detalhado da geologia subsuperficial do planeta vermelho.

Novas análises desses dados sísmicos indicam que a descontinuidade intracrustal é um forte indício de magmatismo em Marte, um achado notável para um planeta frequentemente considerado geologicamente estagnado. Os pesquisadores investigaram as composições das camadas, distinguindo entre materiais máficos e ultramáficos. Materiais máficos são ricos em magnésio e ferro férrico. Os resultados mostraram que as composições máficas apresentam uma probabilidade de 64, 0% para a camada 3, em contraste com 36, 0% para as composições ultramáficas. Inversamente, as composições ultramáficas demonstram uma probabilidade de 60, 7% para a camada 4, comparado a 39, 3% para as composições máficas. Essa distinção é fundamental para compreender a formação e evolução da crosta marciana.

A crosta de Marte, ao preservar um registro da evolução planetária inicial na ausência de placas tectônicas, oferece informações cruciais sobre o desenvolvimento dos planetas terrestres. Esta característica é particularmente relevante para uma das grandes questões da ciência planetária: a singularidade da Terra. O Professor Associado Jon Wade enfatiza que, se Marte foi capaz de desenvolver um tipo de crosta tão complexa sem a presença de placas tectônicas, isso pode significar que as condições necessárias para a habitabilidade podem surgir em um número maior de planetas do que se pensava anteriormente. Isso inclui corpos celestes que foram descartados com base em seu tamanho ou na aparente ausência de atividade tectônica.

As implicações dessas descobertas são profundas. Elas sugerem que a presença de sistemas magmáticos extensos pode não ser exclusiva de planetas com tectônica de placas ativa, como a Terra. Ao demonstrar que Marte, um planeta sem tectônica de placas, pode ter tido uma crosta complexa e magmatismo transcrustal, o estudo expande nossa compreensão sobre os caminhos que levam à formação de ambientes potencialmente habitáveis. Essa nova perspectiva desafia paradigmas existentes e abre caminho para futuras investigações sobre a geodinâmica e a habitabilidade de outros mundos rochosos em nosso sistema solar e além.