Mapeando a estrutura oculta do universo
O universo tem uma estrutura oculta, e um professor da Universidade da Virgínia está mapeando-o em 3D, usando 46 milhões de galáxias e quasares e 19 milhões de estrelas.
Pontos-chave
- Em foco: O universo tem uma estrutura oculta, e um professor da Universidade da Virgínia está mapeando-o em 3D, usando 46 milhões de galáxias e quasares e 19
- Detalhe: distinguir anúncio de evidência
- Leitura editorial: release institucional, útil como fonte primária, mas não como validação independente.
O universo, em sua vasta imensidão, guarda uma estrutura oculta que cientistas buscam desvendar. Um professor da Universidade da Virgínia está liderando um esforço ambicioso para mapear essa estrutura em três dimensões, utilizando um volume impressionante de dados: 46 milhões de galáxias e quasares, além de 19 milhões de estrelas. Este projeto faz parte do Dark Energy Spectroscopic Instrument (DESI), que já construiu o maior mapa 3D do universo já criado pela humanidade. O objetivo principal do DESI é investigar a energia escura, um dos maiores mistérios da física contemporânea, que desafia nossa compreensão sobre a expansão cósmica.
A metodologia empregada permite aos astrônomos visualizar as estruturas subjacentes sobre as quais as galáxias se assentam. Ao posicionar as galáxias emissoras de luz em uma relação tridimensional entre si, torna-se possível discernir padrões que indicam a presença de uma subestrutura feita de matéria escura no universo. Acredita-se que a matéria escura, que compõe cerca de 25% do universo, seja a força gravitacional que mantém as galáxias unidas, formando as grandes teias cósmicas que observamos. Sem essa matéria invisível, as galáxias se dispersariam, e a formação de estruturas complexas como as que vemos hoje seria impossível.
Em contraste com a matéria escura, a energia escura representa aproximadamente 70% da composição do universo e atua de maneira oposta. Enquanto a matéria escura agrupa as galáxias, a energia escura as afasta, acelerando a expansão do universo. Compreender a interação entre essas duas componentes enigmáticas é crucial para desvendar a evolução e o destino final do cosmos. O mapeamento detalhado realizado pelo DESI oferece uma oportunidade sem precedentes para observar como esses padrões cósmicos se desenvolveram ao longo de bilhões de anos.
Para concretizar um projeto de tal magnitude, é essencial uma vasta colaboração. Mais de 25 pessoas dedicam-se integralmente às operações diárias do DESI. Na Universidade da Virgínia (UVA), o professor Gontcho A Gontcho lidera uma equipe composta por alunos de pós-doutorado, pós-graduação e graduação, todos empenhados na análise dos dados coletados. Gontcho A Gontcho explica a importância desses dados: "Com estes dados, podemos observar este padrão que foi impresso em todas as idades do universo, e vemos como este padrão cresceu entre dois momentos diferentes da evolução do universo. " Essa observação permite aos cientistas traçar a história da expansão cósmica e a formação de suas estruturas.
A complexidade do universo, com suas galáxias e quasares distribuídos em vastas redes, pode ser comparada a uma obra de arte. Conforme Gontcho A Gontcho descreve, "É quase como uma pintura impressionista, onde colocamos todas estas galáxias em 3D e depois somos capazes de reconhecer as estruturas nas quais elas se assentam. " Essa analogia ilustra a beleza e o desafio de transformar pontos de luz em um mapa coeso que revela a arquitetura fundamental do cosmos. O trabalho do DESI e da equipe da UVA não apenas expande nosso conhecimento sobre a energia e a matéria escura, mas também nos aproxima de uma compreensão mais profunda da própria origem e evolução do universo.

Contexto editorial
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Fonte original: Phys. org Space