Imagens de satélite ajudam a rastrear manchas de poluição na represa Billings
Metodologia desenvolvida no Inpe mapeia a distribuição de resíduos em decomposição e algas no maior reservatório da Região Metropolitana de São Paulo, permitindo identificar de.
Pontos-chave
- Em foco: Metodologia desenvolvida no Inpe mapeia a distribuição de resíduos em decomposição e algas no maior reservatório da Região Metropolitana de São
- Detalhe: Cobertura jornalística: verificar documentação técnica primária
- Leitura editorial: reportagem científica; quando possível, confira a fonte primária citada.
Metodologia desenvolvida no Inpe mapeia a distribuição de resíduos em decomposição e algas no maior reservatório da Região Metropolitana de São Paulo, permitindo identificar de forma contínua as áreas mais impactadas pela ação humana. Se por um lado a tecnologia ainda não substitui a precisão das coletas locais para apontar os valores exatos de concentração, por outro ela entrega um quadro amplo e contínuo das áreas mais críticas e impactadas pela ação humana.
Mas seu excesso provoca a redução do oxigênio na água, o que pode levar à mortandade de peixes quando os níveis de poluição são elevados”, afirma o professor do programa de Pós-Graduação em Sensoriamento Remoto. Os autores destacam que a poluição no entorno da represa desequilibra o ciclo natural do carbono, pois o excesso de resíduos aumenta a emissão de gases de efeito estufa (como metano e CO2) para a atmosfera.
Em 2023, o grupo publicou outro artigo descrevendo um método para mapear cianobactérias no reservatório, também a partir de imagens de satélite. Há uma sequência de etapas similares no desenvolvimento de um modelo como esse, seja para monitorar carbono, cianobactéria ou floração de algas (medida por meio da clorofila), explicam os pesquisadores.
O trabalho de campo em geral ocorre ao longo de quatro ou cinco dias seguidos, incluindo o dia e o horário em que o satélite estiver passando sobre o local, a 700 quilômetros de altitude, para a validação posterior do modelo. Os satélites que usamos passam por volta das 10h30 da manhã.
Fazemos sempre uma série de medidas entre as 10h da manhã e as 2h da tarde, em todos os dias de campo. Para medir o coeficiente de absorção da matéria orgânica dissolvida, a amostra da água é colocada em uma caixinha transparente (cubeta de quartzo) de 10 centímetros após passar por um filtro com poros de 0, 22 micrômetro.
Quando o equipamento emite, por exemplo, 100 fótons e chegam à outra ponta da cubeta 40 fótons, posso calcular quanto aquela água absorveu de radiação eletromagnética em vários comprimentos de onda”, conta Maciel.

Fonte original: Agência FAPESP