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Se os alienígenas pousassem na Terra amanhã, o que comeriam?
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Se os alienígenas pousassem na Terra amanhã, o que comeriam?

O lançamento do filme “Disclosure Day” de Steven Spielberg reacende a antiga questão sobre a chegada de alienígenas à Terra.

Fonte original citada e enquadrada editorialmente pelo Cosmos Week. Phys. org Space
Assinatura editorialRedação do Cosmos Week
Publicado21 jun 2026 14h00
Atualizado2026-06-21
Tipo de coberturaJornalismo científico
Nível de evidênciaCobertura jornalística
Leitura4 min de leitura

Pontos-chave

  • Em foco: O lançamento do filme “Disclosure Day” de Steven Spielberg reacende a antiga questão sobre a chegada de alienígenas à Terra
  • Detalhe: Cobertura jornalística: verificar documentação técnica primária
  • Leitura editorial: reportagem científica; quando possível, confira a fonte primária citada.
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Com o lançamento de “Disclosure Day”, o novo filme de Steven Spielberg sobre alienígenas, uma questão tão antiga quanto a própria ficção científica ressurge: se seres extraterrestres chegassem à Terra, quais seriam suas intenções e, mais intrigantemente, o que eles comeriam? Contudo, é fundamental ressaltar que não há nenhuma evidência científica de que seres extraterrestres tenham visitado nosso planeta, muito menos qualquer informação sobre seus hábitos alimentares. A NASA, por exemplo, afirma categoricamente que não existem dados que apoiem a alegação de que fenômenos anômalos não identificados (UAPs) sejam tecnologia alienígena. De forma similar, o Departamento de Defesa dos EUA também não encontrou qualquer evidência verificável de tecnologia ou atividade extraterrestre, mantendo a discussão sobre a dieta alienígena no campo da especulação.

Apesar da ausência de dados concretos sobre a alimentação de seres de outros planetas, o significado literal de “extraterrestre” é simplesmente “de fora da Terra”. Nesse sentido amplo, os únicos "extraterrestres" cuja dieta conhecemos são, curiosamente, os próprios humanos, especificamente os astronautas que passam semanas ou meses no espaço. Embora suas experiências não nos forneçam informações diretas sobre o que um alienígena consumiria, elas demonstram claramente que deixar o ambiente terrestre altera significativamente a forma como comemos. A microgravidade, o estresse do confinamento e as mudanças fisiológicas no corpo humano no espaço influenciam o paladar, o apetite e a digestão, forçando adaptações na dieta e na preparação dos alimentos.

Ao considerar as necessidades nutricionais de um visitante de outro mundo, podemos recorrer a princípios biológicos básicos. A taxa metabólica basal, por exemplo, é um fator crucial. Uma criatura hipotética pesando 70 kg (154 libras) exigiria cerca de 1.700 kcal por dia apenas para manter suas funções vitais, um valor semelhante ao de um ser humano adulto com taxa metabólica basal. Para um alienígena com uma massa corporal maior, como 150 kg (331 libras), a demanda energética seria consideravelmente superior, podendo ultrapassar 3.000 kcal por dia, mesmo em estado de repouso. Essas estimativas sublinham a importância da massa corporal e do metabolismo na determinação das necessidades calóricas.

A complexidade aumenta ao se considerar diferentes tipos de fisiologia. Por exemplo, um hipotético reptiliano endotérmico de 150 kg, que mantém uma temperatura corporal constante internamente, poderia necessitar de mais de 3.000 kcal diárias em repouso. Se essa criatura se envolvesse em qualquer tipo de atividade física, como exploração ou locomoção, suas necessidades energéticas aumentariam consideravelmente, talvez dobrando ou triplicando, dependendo da intensidade e duração do esforço. Isso sugere que a dieta de um alienígena não dependeria apenas de sua massa, mas também de sua biologia específica, nível de atividade e do ambiente em que se encontrasse, exigindo uma fonte de energia robusta e constante.

Se um visitante extraterrestre hipotético se baseasse em carbono, água e uma química orgânica semelhante à encontrada na Terra, nosso planeta lhes ofereceria um "bufê" vasto, mas potencialmente arriscado. A diversidade biológica terrestre, com suas inúmeras formas de vida vegetal e animal, poderia ser uma fonte de alimento, mas também de toxinas e patógenos desconhecidos para um organismo alienígena. A compatibilidade bioquímica seria um desafio imenso, e a adaptação a uma dieta terrestre exigiria um sistema digestivo e imunológico altamente versátil, ou uma cuidadosa seleção e processamento de alimentos para evitar reações adversas ou envenenamento.