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Pesquisa mostra como filossilicatos, minerais abundantes na natureza e de baixo custo, podem servir de base para novos dispositivos optoeletrônicos e nanofotônicos
Pontos-chave
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- Detalhe: Cobertura jornalística: verificar documentação técnica primária
- Leitura editorial: reportagem científica; quando possível, confira a fonte primária citada.
Pesquisa mostra como filossilicatos, minerais abundantes na natureza e de baixo custo, podem servir de base para novos dispositivos optoeletrônicos e nanofotônicos. Pesquisa mostra como filossilicatos, minerais abundantes na natureza e de baixo custo, podem servir de base para novos dispositivos optoeletrônicos e nanofotônicos Em 2004.
Embora mais de duas décadas tenham se passado desde a descoberta de Geim e Novoselov, cientistas continuam explorando essa nova classe de materiais, conhecida como materiais bidimensionais (2D) ou lamelares. A pesquisa de Barcelos é centrada no estudo de materiais 2D derivados de filossilicatos, minerais encontrados na natureza, e conta com financiamento da FAPESP.
A pesquisadora ressalta que, devido ao seu baixo custo quando comparados a materiais 2D sintéticos, esses minerais se apresentam como opções acessíveis para aplicações tecnológicas. É como se você tivesse um pacote de folhas A4 em que você consegue tirar folha por folha desse pacote.
Alexandre Affonso Essas razões reforçam a necessidade de identificar e estudar novos materiais 2D com propriedades isolantes, aponta Leandro Malard, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Entre os filossilicatos estudados por Barcelos está o talco, um material 2D derivado da pedra-sabão.
Em 2018, Barcelos e colaboradores publicaram um estudo na revista ACS Photonics que explorou as propriedades físicas do talco, isoladamente ou combinado com camadas de grafeno, revelando propriedades elétricas e ópticas interessantes para o desenvolvimento de dispositivos. Na técnica, uma sonda metálica de dimensões nanométricas é iluminada por radiação no infravermelho, cujo comprimento de onda varia entre 700 nanômetros (nm) e 1 milímetro (mm).
Ou seja, a técnica permite que uma radiação com comprimento de onda acima da escala nanométrica dos materiais 2D seja utilizada para estudá-los, revelando suas características ópticas, incluindo como o infravermelho se propaga dentro deles.
Fonte original: Pesquisa FAPESP Ciência