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Eclipses Estelares Observados pelo TESS da NASA Revelam Candidatos a Novos Mundos
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Eclipses Estelares Observados pelo TESS da NASA Revelam Candidatos a Novos Mundos

Um estudo dos dados do TESS da NASA sobre pares estelares submetidos a eclipses mútuos descobriu mais de duas dúzias de candidatos a exoplanetas, ou mundos além do nosso sistema.

Fonte original citada e enquadrada editorialmente pelo Cosmos Week. NASA News Releases
Assinatura editorialRedação do Cosmos Week
Publicado04 mai 2026 13h32
Atualizado2026-05-04
Tipo de coberturaFonte institucional
Nível de evidênciaAtualização institucional
Leitura4 min de leitura

Pontos-chave

  • Em foco: Um estudo dos dados do TESS da NASA sobre pares estelares submetidos a eclipses mútuos descobriu mais de duas dúzias de candidatos a exoplanetas, ou
  • Detalhe: Origem institucional: distinguir anúncio de evidência
  • Leitura editorial: release institucional, útil como fonte primária, mas não como validação independente.
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Um estudo recente, baseado em dados do Transiting Exoplanet Survey Satellite (TESS) da NASA, revelou mais de duas dúzias de candidatos a exoplanetas em sistemas de estrelas binárias que se eclipsam mutuamente. Após uma análise detalhada de 1.590 desses sistemas, com pelo menos dois anos de observações do TESS, foram identificados 27 potenciais novos mundos que agora aguardam confirmação. Esta descoberta, publicada em 4 de maio na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, destaca uma abordagem inovadora na busca por planetas fora do nosso sistema solar.

Desde o início de suas operações científicas em 2018, o TESS tem sido fundamental na caça por exoplanetas. A missão cobre vastas áreas do céu, conhecidas como setores, observando cada uma por aproximadamente um mês. Até o momento, o TESS já confirmou 885 exoplanetas e identificou mais de 7.900 candidatos, a maioria detectada pelo método de trânsito, onde os planetas passam em frente às suas estrelas hospedeiras, causando uma leve diminuição em seu brilho observado da Terra. Este método é a espinha dorsal da estratégia de busca do TESS.

A metodologia empregada neste novo estudo difere ligeiramente da abordagem padrão, focando em sistemas binários eclipsantes. Os pesquisadores desenvolveram uma técnica de busca que utiliza os eclipses estelares para detectar planetas, uma abordagem que não se limita à orientação da órbita planetária em relação à nossa linha de visão. Isso permite a identificação de candidatos que poderiam ser perdidos por métodos tradicionais, expandindo as possibilidades de descoberta em configurações estelares complexas. A análise minuciosa dos dados de brilho dessas estrelas binárias permitiu discernir as pequenas variações causadas pela presença de corpos planetários.

As massas dos 27 novos candidatos a exoplanetas permanecem incertas e exigem confirmação adicional. No entanto, a equipe de pesquisa estima que o menor desses mundos possa ter cerca de 12 massas terrestres, enquanto o maior poderia atingir aproximadamente 3.200 massas terrestres, o que equivale a cerca de 10 vezes a massa de Júpiter. Essa ampla gama de tamanhos potenciais sugere uma diversidade intrigante entre os planetas que orbitam estrelas binárias, desafiando nossa compreensão sobre a formação e evolução planetária em ambientes estelares múltiplos.

Antes deste estudo, a missão Kepler da NASA, já aposentada, e outras instalações haviam registrado 16 mundos em trânsito orbitando estrelas binárias. O TESS, por sua vez, já havia adicionado mais dois a essa lista. A descoberta de 27 novos candidatos em um único estudo representa um avanço significativo na compreensão da prevalência de exoplanetas em sistemas estelares duplos. Isso demonstra a capacidade contínua do TESS de revelar complexidades e riquezas no universo exoplanetário, especialmente em configurações que antes eram consideradas mais desafiadoras para a detecção planetária.

Atualmente, as câmeras de alta sensibilidade do TESS capturam uma única imagem de cada setor, que mede 24 por 96 graus, a cada aproximadamente 3 minutos. Para alvos selecionados de maior interesse científico, as observações são realizadas com uma frequência ainda maior. Essa capacidade de monitoramento quase contínuo e de alta cadência é crucial para detectar os pequenos e breves mergulhos no brilho estelar que indicam a passagem de um planeta, permitindo que os cientistas coletem dados robustos para análises subsequentes e a identificação de novos candidatos.