O planeta mais fraco já fotografado da Terra é encontrado após mais de 10 anos de esconde-esconde
Uma equipe de astrônomos descobriu um terceiro planeta orbitando a estrela Beta Pictoris. O novo planeta, Beta Pictoris d, é 100 vezes mais fraco que Beta Pictoris b, o primeiro.
Pontos-chave
- Em foco: Uma equipe de astrônomos descobriu um terceiro planeta orbitando a estrela Beta Pictoris
- Detalhe: Origem institucional: distinguir anúncio de evidência
- Leitura editorial: release institucional, útil como fonte primária, mas não como validação independente.
Uma equipe de astrônomos descobriu um terceiro planeta orbitando a estrela Beta Pictoris. O novo planeta, Beta Pictoris d, é 100 vezes mais fraco que Beta Pictoris b, o primeiro planeta descoberto no mesmo sistema, e está entre os mais leves.
O novo planeta, Beta Pictoris d, é 100 vezes mais ténue que Beta Pictoris b, o primeiro planeta descoberto no mesmo sistema, e está entre os exoplanetas mais leves alguma vez observados a partir do solo. Depois de detectar o planeta utilizando o Very Large Telescope do Observatório Europeu do Sul (VLT do ESO), a equipa descobriu que este estava escondido em observações de arquivo que duravam mais de uma década.
Para confirmar a natureza da sua deteção, a equipa consultou o arquivo do ESO, um catálogo de observações anteriores feitas nas instalações do ESO. Embora os dois primeiros planetas tenham, cada um, cerca de dez vezes a massa de Júpiter, o novo planeta tem apenas 2, 4 vezes mais massa que Júpiter, o que o torna um dos mais leves já observados a partir do solo.
O novo planeta é 100 vezes mais ténue que Beta Pictoris b, o famoso planeta do mesmo sistema, o que o torna o exoplaneta mais ténue já observado diretamente da Terra”, explica Bonse [1]. Esta primeira detecção clara de Beta Pictoris d, que se encontra a 63 anos-luz de distância de nós, foi feita com o instrumento ERIS montado no VLT por Sutlieff, Bonse e a sua equipa.
Uma equipe independente liderada por Aidan Gibbs, da Universidade da Califórnia, EUA, também descobriu o mesmo planeta usando o Telescópio Espacial James Webb (JWST), uma instalação das agências espaciais dos EUA, Europa e Canadá. Sistemas com múltiplos exoplanetas fotografados diretamente são o ‘santo graal’ das descobertas, porque podem nos ensinar muito sobre como são diferentes exoplanetas no mesmo ambiente de formação”, diz Sutlieff [2].
A descoberta de Beta Pictoris d desta forma encoraja novas imagens diretas de sistemas planetários onde planetas ténues podem estar escondidos à vista de todos, inclusive com o futuro Extremely Large Telescope (ELT) do ESO.





Fonte original: ESO Press Releases