Cosmos Week
Expedição revela 31 espécies potencialmente novas no Atlântico Sul
CosmologiaEdição em portuguêsJornalismo científicoCobertura jornalística

Expedição revela 31 espécies potencialmente novas no Atlântico Sul

Missão Designing the Future 3 mergulhou fundo ao largo do litoral nordestino em busca de formas de vida pouco, ou nada, conhecidas

Fonte original citada e enquadrada editorialmente pelo Cosmos Week. Pesquisa FAPESP Online
Assinatura editorialRedação do Cosmos Week
Publicado05 out 2026 12h07
Atualizado2026-10-05
Tipo de coberturaJornalismo científico
Nível de evidênciaCobertura jornalística
Leitura4 min de leitura

Pontos-chave

  • Em foco: Missão Designing the Future 3 mergulhou fundo ao largo do litoral nordestino em busca de formas de vida pouco, ou nada, conhecidas
  • Detalhe: Cobertura jornalística: verificar documentação técnica primária
  • Leitura editorial: reportagem científica; quando possível, confira a fonte primária citada.
Texto completo

Missão Designing the Future 3 mergulhou fundo ao largo do litoral nordestino em busca de formas de vida pouco, ou nada, conhecidas. Em apenas duas semanas, a expedição Designing the Future 3, realizada pelo Schmidt Ocean Institute, uma fundação privada sem fins lucrativos dos Estados Unidos, a bordo do navio de pesquisa Falkor (too), identificou 31 novas espécies ainda não descritas ao largo da costa.

As grandes expedições dedicadas ao estudo da biodiversidade em mar aberto ocorreram ao longo do século 19, há cerca de dois séculos. Espécie ainda não havia sido descrita e é, provavelmente, nova para a ciência ROV SuBastian/Schmidt Ocean Institute Enxergando o invisível A expedição mostrou como novas tecnologias estão trans­formando a exploração dos oceanos.

Equipamentos que observam organismos delicados em seu ambiente natu­ral permitiram registrar estruturas e comportamentos que dificilmente seriam preservados pelos métodos tra­dicionais de coleta. O sistema uti­liza uma câmera 3D de campo de luz, capaz de acompa­nhar, em tempo real, animais opacos e seus movimentos na superfície.

ROV SuBastian/Schmidt Ocean Institute As imagens deste sifonóforo foram capturadas a 552 metros de profundidade. Trata-se de um gênero ainda não descrito, talvez até mesmo de uma nova família do grupo Physonectae ROV SuBastian/Schmidt Ocean Institute A missão também teve forte componente de divulgação científica.

As operações do ROV SuBastian foram trans­mitidas ao vivo pelo Schmidt Ocean Institute, acompa­nhadas de encontros virtuais com estudantes de escolas e universidades brasileiras. Os modelos tri­dimensionais gerados pelos sistemas DeepPIV e EyeRIS estão disponíveis gratuitamente no site do Laboratório de Bioinspiração do MBARI para uso em aulas, pesquisas e atividades de divulgação científica.

Fonte