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O rover ExoMars tem como alvo um vasto leito de argila em busca de vida
Ciências da TerraEdição em portuguêsFonte institucionalAtualização institucional

O rover ExoMars tem como alvo um vasto leito de argila em busca de vida

Um novo estudo revela que os depósitos de argila na região onde o rover ExoMars Rosalind Franklin buscará sinais de vida superam as estimativas anteriores.

Fonte original citada e enquadrada editorialmente pelo Cosmos Week. ESA Space News
Assinatura editorialRedação do Cosmos Week
Publicado04 jun 2026 06h30
Atualizado2026-06-04
Tipo de coberturaFonte institucional
Nível de evidênciaAtualização institucional
Leitura4 min de leitura

Pontos-chave

  • Em foco: Um novo estudo revela que os depósitos de argila na região onde o rover ExoMars Rosalind Franklin buscará sinais de vida superam as estimativas
  • Detalhe: Origem institucional: distinguir anúncio de evidência
  • Leitura editorial: release institucional, útil como fonte primária, mas não como validação independente.
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Um novo estudo revela que os depósitos de argila na região onde o rover ExoMars Rosalind Franklin buscará sinais de vida são mais extensos do que o estimado anteriormente. Essa descoberta tem implicações significativas para o clima e a habitabilidade pretéritos de Marte. Uma hipótese, inclusive, sugere que um vasto oceano pode ter coberto o local de pouso do rover.

A pesquisa indicou que os depósitos de argila no local de pouso se estendem até Mawrth Vallis, uma área localizada a aproximadamente 300 km de Oxia Planum, que também foi considerada como um potencial local de pouso para missões futuras. Com uma extensão de cerca de 600 km de diâmetro e elevações que superam um quilômetro de altitude, esses depósitos são de uma escala impressionante. Caso um oceano os tenha formado, suas linhas costeiras estariam entre as mais elevadas já teorizadas para o planeta Marte.

Jorge Vago, cientista do projeto ExoMars, explica que a missão tem como alvo os depósitos mais antigos da sequência geológica. Isso torna as implicações potenciais para a geologia e o clima primordial de Marte extremamente relevantes para a missão Rosalind Franklin em sua busca por evidências de vida. A compreensão da natureza e da origem desses argilominerais é fundamental para reconstruir o clima do planeta e avaliar sua habitabilidade passada.

Inés Torres Auré, autora principal da publicação da Universidade de Lyon, França, afirma que o estudo estabelece uma nova cronologia para a formação desses depósitos. Segundo ela, as argilas de Oxia Planum se formaram primeiro, há aproximadamente quatro bilhões de anos, precedendo as de Mawrth Vallis. Ao pousar em Oxia Planum, a missão terá a oportunidade de desvendar um processo em larga escala que moldou as argilas antigas em Marte.

Para realizar esta investigação, os cientistas empregaram o instrumento OMEGA, a bordo da sonda Mars Express da Agência Espacial Europeia (ESA), e o instrumento CRISM, da Mars Reconnaissance Orbiter da NASA. Esses equipamentos foram cruciais para examinar a mineralogia e reconstruir as camadas rochosas que se estendem entre Oxia Planum e Mawrth Vallis, fornecendo dados essenciais para as conclusões do estudo.