Espécies únicas de coral-de-fogo do Brasil enfrentam risco crescente de extinção
Ondas de calor marinhas, poluição e degradação ambiental aceleram o declínio de espécies endêmicas e levam cientistas a discutir estratégias de conservação em ambientes artificiais
Pontos-chave
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- Detalhe: Cobertura jornalística: verificar documentação técnica primária
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Ondas de calor marinhas, poluição e degradação ambiental aceleram o declínio de espécies endêmicas e levam cientistas a discutir estratégias de conservação em ambientes artificiais. Marcelo Kitahara / Cebimar Esqueletos de colônias de Millepora alcicornis e Mussismilia harttii mortas devido ao branqueamento ocorrido em 2023-2024 Marcelo Kitahara / Cebimar Ondas de calor e branqueamento O principal motor desse declínio é o aquecimento dos oceanos e o aumento.
Millepora alcicornis, também encontrada no Caribe, foi reclassificada como “em perigo”, após mortalidade superior a 90% registrada nos últimos eventos de branqueamento. O alerta é reforçado por estudo publicado pelo pesquisador na revista Coral Reefs em 2025.
Baseado no maior esforço coordenado já realizado para monitorar o branqueamento no Atlântico Sul, o trabalho mostra que o evento global de branqueamento de 2023, 2024 provocou perdas severas em recifes brasileiros, especialmente no Nordeste, e que a repetição desses episódios. O aumento anômalo da temperatura da água provoca o branqueamento dos corais, fenômeno em que os organismos expulsam as zooxantelas, microalgas responsáveis por grande parte de sua nutrição, que vivem dentro de seus tecidos.
O branqueamento em massa vem sendo estudado há décadas, mas pesquisadores apontam 2016 como um ponto de virada nos recifes brasileiros, quando uma forte anomalia de temperatura atingiu diferentes trechos da costa nacional, acompanhando uma tendência que já vinha sendo observada. Em 2019, contudo, uma nova onda de calor afetou os recifes com intensidade ainda maior.
Entre 2023 e 2025, o planeta registrou um dos maiores episódios globais de branqueamento já documentados, afetando 84% das áreas recifais em 82 países e territórios. Utilizamos sistemas como o Coral Reef Watch [um serviço da NOAA, a agência de pesquisas oceânicas e atmosféricas dos Estados Unidos], que acompanha anomalias térmicas em tempo quase real.
Fonte original: Pesquisa FAPESP Online