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Como é a trajetória do cotista: da entrada na universidade ao mercado de trabalho
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Como é a trajetória do cotista: da entrada na universidade ao mercado de trabalho

Pesquisas acompanham por que alunos que ingressam na graduação por reserva de vagas abandonam os cursos, o que faz outros permanecerem e como eles constroem a trajetória.

Fonte original citada e enquadrada editorialmente pelo Cosmos Week. Pesquisa FAPESP Online
Assinatura editorialRedação do Cosmos Week
Publicado20 out 2026 11h57
Atualizado2026-10-20
Tipo de coberturaJornalismo científico
Nível de evidênciaCobertura jornalística
Leitura4 min de leitura

Pontos-chave

  • Em foco: Pesquisas acompanham por que alunos que ingressam na graduação por reserva de vagas abandonam os cursos, o que faz outros permanecerem e como eles
  • Detalhe: Cobertura jornalística: verificar documentação técnica primária
  • Leitura editorial: reportagem científica; quando possível, confira a fonte primária citada.
Texto completo

Pesquisas acompanham por que alunos que ingressam na graduação por reserva de vagas abandonam os cursos, o que faz outros permanecerem e como eles constroem a trajetória profissional. A Lei de Cotas (12.711/2012), que completou 14 anos em 2026, alterou o perfil dos estudantes nas universidades públicas brasileiras.

Entre 2010 e 2022, o percentual de pessoas com 25 anos ou mais graduadas em nível superior mais do que duplicou entre pretos e pardos, o aumento entre brancos, no mesmo período, foi em torno de 55%. Nas universidades públicas do Estado de São Paulo, os impactos da política de cotas também são evidentes: na Universidade Estadual Paulista (Unesp), primeira instituição estadual paulista a adotar o sistema, no vestibular 2014, os ingressantes vindos de escola pública são.

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), por sua vez, foi pioneira entre as estaduais paulistas ao ampliar as cotas, reservando vagas para estudantes trans, travestis e não binários no vestibular 2026. Já na Universidade de São Paulo (USP), que aderiu às cotas no vestibular 2018, 28, 3% dos ingressantes se declararam pretos, pardos e indígenas (PPI) em 2025.

Os caminhos da Lei de Cotas 2012: A Lei nº 12.711 criou a reserva de vagas nas instituições federais de ensino. Pelo menos 50% das vagas passaram a ser destinadas a estudantes que cursaram integralmente o ensino médio em escolas públicas.

2016: A Lei nº 13.409 incluiu as pessoas com deficiência entre os beneficiários da reserva de vagas. 2023: A Lei nº 14.723 trouxe mais mudanças com a inclusão de quilombolas, a redução do limite de renda familiar per capita de 1, 5 para 1 salário mínimo e a alteração do mecanismo de ingresso.

Dados do mesmo levantamento do Inep mostram que, em 2024, 49% dos alunos cotistas em instituições federais concluíram a graduação, proporção maior que a dos demais ingressantes, de 42%.

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