Como a anatomia de abelhas pode salvar a lavoura – e os biomas – das mudanças climáticas
Quinze anos de pesquisas e expedições a mais de 30 países revelam a história evolutiva dos polinizadores e indicam como as linhagens se adaptaram a ambientes variados em milhões.
Pontos-chave
- Em foco: Quinze anos de pesquisas e expedições a mais de 30 países revelam a história evolutiva dos polinizadores e indicam como as linhagens se adaptaram a
- Detalhe: Cobertura jornalística: verificar documentação técnica primária
- Leitura editorial: reportagem científica; quando possível, confira a fonte primária citada.
Quinze anos de pesquisas e expedições a mais de 30 países revelam a história evolutiva dos polinizadores e indicam como as linhagens se adaptaram a ambientes variados em milhões de anos. Preservada em âmbar, a fêmea da abelha Succinapis micheneri é um dos registros da tribo extinta Melikertini.
Esse resgate da morfologia ancorou dois amplos estudos conduzidos no Programa de Pós-Graduação em Entomologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCLRP-USP), em Ribeirão Preto (SP). Detalhes anatômicos da abelha-sem-ferrão dominicana (Proplebeia dominicana), incrustada em resina fóssil há cerca de 18 milhões de anos.
O mapeamento avançou em duas frentes complementares. Os resultados foram publicados em fevereiro de 2026 no Bulletin of the American Museum of Natural History.
O trabalho de Porto foi publicado em 19 de agosto, também no Bulletin. URI: https: //hdl. handle. net/2246/7558 A árvore genealógica dos polinizadores: o diagrama circular (cladograma) organiza o grau de parentesco entre as grandes famílias de abelhas do globo.
Detalhe da ponta do aparelho bucal da abelha Paratrigona lineata, espécie que integra o grupo das abelhas de língua longa da família Apidae. A segunda pesquisa, focada na amplitude global das famílias, inovou metodologicamente ao utilizar técnicas estatísticas e computacionais criadas nos últimos anos para calcular a taxa da mudança anatômica.
O aparelho bucal das abelhas de língua longa, por exemplo, apresentou um ritmo acelerado de alterações durante o período Cretáceo (há mais de 100 milhões de anos), consolidando uma estabilização estrutural profunda logo em seguida.
Fonte original: Pesquisa FAPESP Online