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Cannabis e saúde mental: promessas e lacunas nas evidências
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Cannabis e saúde mental: promessas e lacunas nas evidências

Maior revisão já feita sobre o tema vê sinais promissores, mas pede estudos mais amplos e rigorosos

Fonte original citada e enquadrada editorialmente pelo Cosmos Week. Pesquisa FAPESP Ciência
Assinatura editorialRedação do Cosmos Week
Publicado07 out 2026 12h55
Atualizado2026-10-07
Tipo de coberturaJornalismo científico
Nível de evidênciaCobertura jornalística
Leitura4 min de leitura

Pontos-chave

  • Em foco: Maior revisão já feita sobre o tema vê sinais promissores, mas pede estudos mais amplos e rigorosos
  • Detalhe: Cobertura jornalística: verificar documentação técnica primária
  • Leitura editorial: reportagem científica; quando possível, confira a fonte primária citada.
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Maior revisão já feita sobre o tema vê sinais promissores, mas pede estudos mais amplos e rigorosos. A história ganhou projeção internacional em 2013, quando foi apresentada no documentário Weed, da CNN Limites da revisão e expansão do mercado Nem todos os pesquisadores, porém, interpretam a revi­são da The Lancet Psychiatry da mesma forma.

As conclusões são da maior revi­são sistemática de estudos clínicos randomizados já feita sobre o tema, conduzida por pesquisadores das universi­dades de Sydney, Queensland e Melbourne, na Austrália, e Bath, no Reino Unido. OMS Mais de 1 bi de pessoas vivem hoje no mundo com problemas de saúde mental Segundo o artigo, não foram observadas comprovações significativas da eficácia do uso medicinal de canabinoides contra ansiedade, anorexia nervosa, transtornos psicóti­cos, transtorno de estresse.

De acordo com a Organização Mun­dial da Saúde (OMS), mais de 1 bilhão de pessoas vivem com problemas de saúde mental. O mesmo grupo australiano publicou uma metanálise seme­lhante em 2019, na própria The Lancet Psychiatry, com conclusões semelhantes: sete anos e dezenas de ensaios depois, o que cresceu foi o volume da base de evidências, não a sua qualidade”, diz.

O pesquisa­dor liderou recentemente um ensaio clínico randomi­zado com canabidiol em pacientes com Covid-19, finan­ciado pela FAPESP. No Brasil, o Conselho Federal de Medicina (CFM) auto­riza, desde 2022, o uso medicinal do óleo de canabidiol ape­nas contra formas graves de epilepsia refratária na infân­cia e na adolescência e em pacientes com síndromes como Dravet.

Precisamos de mais pesquisas em huma­nos, de fases 2, 3 e 4”, afirma. Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e um estudo de seu grupo, publicado em 2025 no International Journal of Drug Policy, “apontam que transtornos mentais estão entre as prin­cipais razões para o uso medicinal de cannabis, embora sejam justamente algumas.

O levantamento, com 1.335 pacientes ou cuidadores, identificou cinco per­fis de usuários, sinal de que não existe um único perfil de paciente e de que é preciso formular perguntas clíni­cas mais específicas, em vez de misturar pacientes, pro­dutos e indicações.

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