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Observação Simultânea dos Hemisférios do Cometa Interestelar 3I/ATLAS por JUICE e Europa Clipper
AstronomiaEdição em portuguêsJornalismo científicoCobertura jornalística

Observação Simultânea dos Hemisférios do Cometa Interestelar 3I/ATLAS por JUICE e Europa Clipper

Os instrumentos Ultraviolet Spectrograph, liderados pelo Southwest Research Institute e a bordo das naves espaciais Jupiter Icy Moons Explorer (ESA) e Europa Clipper (NASA).

Fonte original citada e enquadrada editorialmente pelo Cosmos Week. Universe Today
Assinatura editorialRedação do Cosmos Week
Publicado22 mai 2026 00h21
Atualizado2026-05-22
Tipo de coberturaJornalismo científico
Nível de evidênciaCobertura jornalística
Leitura4 min de leitura

Pontos-chave

  • Em foco: Os instrumentos Ultraviolet Spectrograph, liderados pelo Southwest Research Institute e a bordo das naves espaciais Jupiter Icy Moons Explorer (ESA)
  • Detalhe: Cobertura jornalística: verificar documentação técnica primária
  • Leitura editorial: reportagem científica; quando possível, confira a fonte primária citada.
Texto completo

Os instrumentos Ultraviolet Spectrograph (UVS), liderados pelo Southwest Research Institute e a bordo das naves espaciais Jupiter Icy Moons Explorer (Juice) da ESA e Europa Clipper da NASA, realizaram observações inéditas do cometa interestelar 3I/ATLAS no final de 2025. Este evento marcou uma oportunidade científica crucial, pois o 3I/ATLAS é apenas o terceiro objeto interestelar (ISO) detectado passando pelo nosso Sistema Solar. A comunidade científica estava ansiosa para coletar o máximo de dados possível antes que o cometa deixasse de ser visível aos instrumentos, dada a raridade de tais encontros.

Pesquisadores do Southwest Research Institute (SwRI) atuaram como equipes científicas para os instrumentos UVS em ambas as missões. Essa colaboração permitiu a captura simultânea de imagens dos dois hemisférios do cometa, além da detecção de suas emissões ultravioleta. Essa abordagem única forneceu uma visão abrangente do 3I/ATLAS, algo que seria impossível de se obter com uma única sonda, maximizando a coleta de dados sobre este visitante cósmico.

Em novembro de 2025, o cometa 3I/ATLAS passou entre a sonda Juice da ESA e a nave espacial Europa Clipper da NASA. Posteriormente, em dezembro do mesmo ano, ambas as missões tiveram um vislumbre do cometa interestelar após sua emergência de trás do Sol. Este momento foi particularmente significativo, pois o material liberado após a passagem do 3I/ATLAS por trás do Sol ofereceu informações cruciais sobre seu interior, complementando observações anteriores que se concentravam apenas na composição química das camadas externas do objeto.

Uma das descobertas mais notáveis foi a detecção de emissões de carbono do 3I/ATLAS em níveis superiores aos esperados, especialmente quando comparadas com cometas observados em nosso próprio Sistema Solar. Essa observação não apenas forneceu novos dados sobre a composição do cometa, mas também confirmou descobertas anteriores de outras missões, reforçando a singularidade da química deste visitante interestelar e sua distinção em relação aos cometas nativos do nosso sistema.

As sondas observaram as emissões do cometa durante vários dias consecutivos, um período que se mostrou fundamental para a compreensão de sua dinâmica. Esse monitoramento prolongado foi essencial para revelar como as proporções das moléculas presentes no cometa mudaram e como sua composição evoluiu à medida que ele atravessava nosso Sistema Solar. Essa análise temporal oferece insights valiosos sobre os processos que moldam cometas interestelares e sua interação com o ambiente espacial interplanetário.

Philippa Molyneux, co-investigadora principal adjunta do instrumento Juice-UVS, expressou o entusiasmo da equipe com os resultados: "Observar o cometa interestelar foi um bônus científico emocionante. " Ela destacou que o conjunto de dados resultante é raro e único, incluindo informações detalhadas sobre emissões de gases e poeira espalhada. Esses dados prometem avançar significativamente nossa compreensão sobre a formação e evolução de objetos interestelares, abrindo novas perspectivas para a astrofísica.