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Um tom turquesa para o Mar Negro
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Um tom turquesa para o Mar Negro

O fitoplâncton adicionou uma tonalidade azul leitosa às águas do Mar Negro e aos cursos de água próximos na primavera e no verão de 2026.

Fonte original citada e enquadrada editorialmente pelo Cosmos Week. NASA News Releases
Assinatura editorialRedação do Cosmos Week
Publicado25 jun 2026 04h00
Atualizado2026-06-25
Tipo de coberturaFonte institucional
Nível de evidênciaAtualização institucional
Leitura4 min de leitura

Pontos-chave

  • Em foco: O fitoplâncton adicionou uma tonalidade azul leitosa às águas do Mar Negro e aos cursos de água próximos na primavera e no verão de 2026
  • Detalhe: Origem institucional: distinguir anúncio de evidência
  • Leitura editorial: release institucional, útil como fonte primária, mas não como validação independente.
Texto completo

Na primavera e no verão de 2026, as águas do Mar Negro e de cursos d'água adjacentes adquiriram uma notável tonalidade azul-leitosa, um fenômeno atribuído à proliferação de fitoplâncton. Essa coloração peculiar é resultado da intensa floração de cocolitóforos, organismos microscópicos que, apesar de seu tamanho diminuto, podem se tornar tão abundantes a ponto de serem visíveis do espaço. A presença massiva desses microrganismos confere à superfície da água um aspecto turquesa ou leitoso, transformando a paisagem aquática em uma escala que pode ser observada por satélites.

O satélite PACE (Plankton, Aerosol, Cloud, ocean Ecosystem) da NASA, equipado com o instrumento OCI (Ocean Color Instrument), registrou essa espetacular coloração das águas em 22 de junho de 2026. O OCI é projetado para monitorar a cor do oceano, fornecendo dados cruciais sobre a distribuição e a densidade do fitoplâncton, o que permite aos cientistas acompanhar a saúde e a dinâmica dos ecossistemas marinhos. A imagem capturada pelo PACE oferece uma perspectiva abrangente da extensão do fenômeno, destacando as áreas mais afetadas pela floração.

Além das observações por satélite, o fenômeno foi documentado por astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS). Uma fotografia, identificada como ISS074-E-619520, foi adquirida em 27 de maio de 2026, utilizando uma câmera digital Nikon Z9 com uma distância focal de 50 milímetros. Essa imagem oferece uma perspectiva única da Terra vista do espaço, complementando os dados coletados pelos instrumentos automatizados e proporcionando um registro visual direto da magnitude da floração.

Os cocolitóforos são algas unicelulares que produzem placas de carbonato de cálcio, chamadas cocolitos, que as revestem. Quando esses organismos morrem ou se desprendem de seus cocolitos, as placas brancas se dispersam na água, refletindo a luz solar e criando a tonalidade leitosa ou turquesa observada. Essas florações podem ter implicações ecológicas significativas, influenciando a cadeia alimentar marinha e o ciclo do carbono, uma vez que os cocolitóforos desempenham um papel importante na fixação de carbono.

As informações e imagens relacionadas a este evento foram divulgadas pelo NASA Earth Observatory, uma plataforma dedicada a apresentar histórias detalhadas e imagens impressionantes sobre o planeta Terra diariamente. A imagem do NASA Earth Observatory foi creditada a Michala Garrison, que utilizou dados do PACE da NASA EOSDIS LANCE e GIBS/Worldview, bem como do NASA Ocean Biology Distributed Active Archive Center (OB. DAAC). Essa iniciativa visa tornar a ciência da Terra acessível ao público, destacando fenômenos naturais e as ferramentas utilizadas para estudá-los.

A ocorrência de florações de fitoplâncton em grande escala, como a observada no Mar Negro, é um lembrete da complexidade e dinamismo dos ecossistemas aquáticos. O monitoramento contínuo desses eventos por satélites e observações in situ é fundamental para compreender as tendências ambientais e os impactos das mudanças climáticas nos oceanos e mares do mundo. A beleza visual dessas transformações, embora fascinante, sublinha a importância da pesquisa científica para a preservação de nossos recursos naturais.