A aposta brasileira em terapias e vacinas de RNA
Como o país tenta transformar a experiência da pandemia de Covid-19 em uma estratégia de soberania tecnológica e inovação em saúde
Pontos-chave
- Em foco: Como o país tenta transformar a experiência da pandemia de Covid-19 em uma estratégia de soberania tecnológica e inovação em saúde
- Detalhe: Cobertura jornalística: verificar documentação técnica primária
- Leitura editorial: reportagem científica; quando possível, confira a fonte primária citada.
Como o país tenta transformar a experiência da pandemia de Covid-19 em uma estratégia de soberania tecnológica e inovação em saúde. A pandemia de Covid-19, que atingiu o Brasil a partir do início de 2020, expôs uma fragilidade que passava ao largo das prioridades de políticas públicas de muitos países: a dependência externa no desenvolvimento e na produção de vacinas e terapias de ponta.
À época, empresas e governos que já investiam em biotecnologia avançada saíram na frente e conseguiram colocar no mercado os primeiros imunizantes contra o Sars-CoV-2, um vírus até então desconhecido. A tecnologia baseada em mRNA é capaz de acelerar a criação de imunizantes porque permite rápida adaptação a novas variantes, como foi o caso do vírus da Covid-19.
Em 2023, rendeu o Nobel de Medicina à bioquímica húngara Katalin Karikó e ao imunologista norte-americano Drew Weissman, cujas descobertas possibilitaram seu desenvolvimento. O governo federal investiu R$ 210 milhões nas três frentes, R$ 73 milhões para o Butantã, R$ 77 milhões para a Fiocruz e R$ 60 milhões para o CTVacinas.
A compra dos equipamentos está em andamento, com previsão de a área estar pronta até o segundo semestre de 2027. A capacidade estimada de produção é de 50 milhões de doses por ano.
O Butantan está negociando também a transferência de tecnologia da vacina contra o coronavírus Spikevax (mRNA-1273), da farmacêutica norte-americana Moderna. Endêmica em mais de 150 países, a raiva é uma doença viral que afeta o sistema nervoso central.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta cerca de 59 mil mortes por ano no mundo pela doença.
Fonte original: Pesquisa FAPESP Ciência